quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Feliz Natal e que venha 2013



Que o seu presente de natal 
seja o que realmente lhe faz falta...

... e que 2013 seja 
maravilhoso e surpreendente!

São os votos
de todos(as) que fazem
a Oficina de Estudos da Família,
Gênero e Sexualidade 
(Oficina FAGES)

domingo, 28 de outubro de 2012

I SEMINÁRIO NACIONAL DE NEGRAS E NEGROS LGBT


Salvador sedia I Seminário Nacional de Negras e Negros LGBT


26/OUT/12 - Salvador sedia I Seminário Nacional de Negras e Negros LGBT
A Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e a Rede de Nacional de Negras e Negros LGBT (Rede Afro LGBT) realizam nos dias 8, 9 e 10 de novembro, em Salvador/BA, o I Seminário Nacional de Negras e Negros LGBT - Por um Brasil Livre do Racismo e da Homofobia. O evento também conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR) e do Ministério da Saúde (MS).
O objetivo do seminário é proporcionar um debate claro sobre as diretrizes comuns que viabilizem o entendimento, conhecimento entre a população negra LGBT para uma participação protagonista nos movimentos negro e LGBT.
Para a diretora do Departamento de Defesa dos Direitos Humanos da SDH, Deise Benedito, o seminário irá permitir uma abordagem mais concentrada da discussão sobre a violência contra a população LGBT e negra. “Vamos promover um encontro envolvendo todos os ativistas ligados a essa temática para uma ampla discussão sobre a ótica da luta do combate a violência contra gays, lésbicas e negros”, afirmou a Diretora.
Segundo o Coordenador-Geral de Promoção dos Direitos LGBT da SDH, Gustavo Bernardes, o evento se constitui em uma importante ferramenta no combate à homofobia. “Esta é a abertura de um processo de discussão e debate a respeito das especificidades que envolvem o enfrentamento do racismo e da homofobia, que são duas violações que se sobrepõem e que violam os direitos de negros e negras LGBT”, disse o coordenador.
Em julho deste ano a SDH divulgou o Relatório sobre Violência Homofóbia no Brasil, referente aoano de 2011. Segundo este relatório, mais de 52% das vítimas de violência homofóbica no Brasil são pretos ou pardos. Sendo assim, outra meta do evento é proporcionar a articulação e a visibilidade dos movimentos em âmbito político e social, estabelecendo estratégias que busquem a participação ativa e comprometimento das organizações governamentais, não governamentais e a sociedade civil, envolvidas no processo de enfrentamento ao racismo, seximo, a lesbofobia, homofobia, bifobia e a transfobia.
Entre os assuntos a serem debatidos no evento, destacam-se a violência contra negras e negros LGBT; saúde da população negra LGBT e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis DST-AIDS,  Hepatites Virais e Juventude, Gênero e Sexualidades da população negra LGBT.
A abertura do evento acontecerá na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Rua Gen. Labatut, n.º 27, Barris, Salvador-BA) e as demais atividades acontecerão no Grande Hotel da Barra (Rua Forte de São Diogo, n.º 2, Porto da Barra).

I Seminário Nacional de Negras e Negros LGBT - Por um Brasil Livre do Racismo e da Homofobia
Data: 8, 9 e 10 de novembro de 2012
Horário: 18h (abertura)
Local: Grande Hotel da Barra - Rua Forte de São Diogo, n.º 2, Porto da Barra

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Casamento Gay em Quadrinhos



Marvel entra no debate sobre casamento gay e confirma união do personagem Estrela Polar

   

  • Página que mostra o casamento dos personagens Jean-Paul Beaubier e Kyle Jinadu
    Página que mostra o casamento dos personagens Jean-Paul Beaubier e Kyle Jinadu
A editora Marvel Comics, que dentre outras grandes histórias publica a saga dos mutantes de X-Men, decidiu casar Estrela Polar, um personagem gay, no número que sairá à venda nesta quarta-feira (23), nos Estados Unidos.

Estrela Polar, codinome de Jean-Paul Beaubier, é um canadense de penetrantes olhos azuis e mecha grisalha no cabelo, capaz de se deslocar e voar a velocidade sobre-humana. Na história, ele ficará de joelhos para propor casamento a Kyle Jinadu, seu namorado há anos, na revista "Astonishing X-Men #50"

Desta forma, os criadores situam seus leitores diante de um dos assuntos sociais mais comentados nos Estados Unidos atualmente, o casamento entre homossexuais, que, por sua vez, não é autorizado na maioria dos estados. O tema também ganhou evidência durante a campanha eleitoral dos presidenciais, já que Obama declarou publicamente seu apoio à união entre gays.

“O universo Marvel sempre refletiu o mundo fora de sua janela, então nos esforçamos para ter certeza que os personagens, seus relacionamentos e histórias fossem coerentes com a realidade”, disse o editor-chefe da editora, Axel Alonso, em comunicado.

Além do lançamento, a Marvel também confirmou que o episódio do casamento do mutante e seu namorado também será retratado na próxima edição das aventuras X-Men, que deverá chegar ao mercado no dia 20 de junho, data em que serão realizados alguns casamentos em lojas especializadas em HQ's.

Fonte: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2012/05/22/marvel-entra-no-debate-sobre-casamento-gay-ao-confirmar-uniao-de-northstar.htm

quinta-feira, 19 de abril de 2012

EVENTO

Sétima Conferência da Associação Internacional de Gênero e Linguagem


É com grande prazer que gostaríamos de anunciar o lançamento do site da IGALA 7 (7th International Gender and Language Association Conference), disponível em: http://www.unisinos.br/eventos/igala/

Gostaríamos de convidá-la/lo a já se cadastrar como usuária/o do site em:http://www.unisinos.br/eventos/igala/index.php/igala/IGALA7/user/account

Depois de passar pelos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Nova Zelândia e Japão, pela primeira vez em sua história, a International Gender and Language Association – IGALA (Associação Internacional de Gênero e Linguagem) realizará sua conferência bianual no Brasil.

Entre os dias 20 e 22 de junho de 2012, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), através do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e da Graduação em Letras, em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), sediará em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a 7th IGALA Conference, evento que reunirá especialistas do mundo inteiro para refletir sobre as relações entre linguagem, gênero e sexualidade.

Com o tema Ressignificando Gênero e Sexualidade em Linguagem e Discurso, a IGALA 7 deseja reunir pesquisadoras/es das mais diversas áreas de conhecimento e regiões geográficas interessadas/os em alargar e aprofundar nossa compreensão das complexas relações entre linguagem, gênero e sexualidade. Para isso, encorajamos novas formas de significar esses conceitos e relações nas seguintes áreas temáticas:

1. Gênero, sexualidade, corpo e identidades
2. Gênero, sexualidade e saúde
3. Performances generificadas e discurso
4. Gênero e (des)empoderamento
5. Gênero, classe, etnia e idade
6. Gênero, sexualidade e instituições
7. Gênero, mídia e tecnologias
8. Gênero e violência

Conferencistas Convidadas/os (confirmadas/os)

• Luiz Paulo da Moita Lopes (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil)

• Mary Bucholtz (University of California at Santa Barbara, EUA)

• Kira Hall (University of Boulder, EUA)

• Celia Kitzinger (University of York, Reino Unido)

• Guacira Lopes Louro (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil)

Modalidades de apresentação

Sessões Plenárias (Convidados/as), Fóruns Especiais (Convidados/as), Comunicações Orais, Mesas Redondas, Workshops e Pôsteres.

Observem que o site não está ainda aberto a submissões de trabalhos. Submissões serão aceitas entre 30 de junho e 31 de outubro de 2011.

Comitê Organizador

Presidente do evento: Ana Cristina Ostermann, UNISINOS, Brasil

Alexandre do Nascimento Almeida, UFCSPA, Brasil

Aline Winter Sudbrack, UFCSPA, Brasil

Carmen Rosa Caldas-Coulthard, University of Birmingham, Reino Unido

Cristiane Maria Schnack, UNISINOS, Brasil

Daniela Andrade, UNISINOS, Brasil

Janine Trevisan, PUCRS, Brasil

Joseane de Souza, UNISINOS, Brasil

Marcia del Corona, UNISINOS, Brasil

Mariléia Sell, UNISINOS, Brasil

Sílvio Cazella, UNISINOS/UFCSPA, Brasil

Estamos aguardando você na IGALA 7!

Atenciosamente,

Ana Cristina Ostermann, Presidenta da IGALA & Presidente da IGALA 7

Você encontra IGALA 7 em:
Website: http://www.unisinos.br/eventos/igala/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ESTUDO SOBRE HOMOFOBIA

Homofobia tende a ser maior entre pessoas que têm atração pelo mesmo sexo, diz estudo


  • Estudo defende que atração homossexual reprimida pode se manifestar pelo ódio
  • Um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia, nos Estados Unidos, revela que as pessoas homofóbicas sentem atração por pessoas do mesmo sexo. O comportamento agressivo em relação aos homossexuais seria uma forma de reprimir o desejo sentido que, por uma série de motivos, o indivíduo considera errado (a criação recebida dos pais, por exemplo). 
Publicada no mês de abril no "Journal of Personality and Social Psychology", a pesquisa foi composta por quatro experimentos distintos, cada  um envolvendo em média 160 estudantes universitários, entre alemães e norte-americanos. Com o intuito de explorar a atração sexual explícita e implícita dos participantes, os pesquisadores mediram as discrepâncias entre o que as pessoas diziam sobre sua orientação sexual e como eles reagiam durante uma tarefa.

TESTES ANTERIORES

Em coluna que assina no jornal Folha de S. Paulo, o psicanalista Contardo Calligaris conta como foi realizada uma pesquisa com o o mesmo intuito (de compreender a homofobia) e com resultados semelhantes:

A Universidade da Georgia selecionou 64 homens que se apresentavam como sendo exclusivamente heterossexuais. Todos foram entrevistados e classificados em um índice de homofobia, de 0 a 100. Com isso, foram compostos dois grupos: os não homofóbicos (de 0 a 50) e os homofóbicos (de 50 a 100).

Os participantes usaram um aparelho que mede qualquer sinal de ereção. Exposto a vídeos pornográficos entre adultos heterossexuais e homossexuais masculinos e femininos, o grupo classificado como homofóbico teve tumescência e ereção significativas diante dos vídeos de sexo entre homossexuais masculinos (leia a íntegra da coluna aqui - para assinantes).

Para o primeiro experimento, palavras e imagens eram mostradas aos participantes na tela de um computador e, então, era pedido para que as classificassem como "gay" ou "hétero". Para a segunda parte, os estudantes foram incentivados a buscar fotos de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. Ambos os testes foram realizados para entender a atração sexual implícita.

Nos dois testes finais, os pesquisadores buscaram saber qual o tipo de criação familiar dos estudantes e suas opiniões políticas e crenças. Para medir o nível de homofobia na própria casa, os participantes responderam questões como: "Seria perturbador para minha mãe descobrir que ela estava sozinha com uma lésbica" ou "Meu pai evita homens gays sempre que possível".
Segundo a pesquisa, os resultados fornecem novas evidências para apoiar a teoria psicanalítica de que a ansiedade, medo e aversão por pessoas homossexuais pode ser uma reação de quem se identifica com o grupo, mas não aceita isso. Segundo o estudo, são pessoas que, com medo do julgamento alheio, reprimem e negam seus instintos e desejos.



terça-feira, 10 de abril de 2012

CURSO - CARIRI-CE

I CURSO DE EXTENSÃO EM MÍDIA E COMUNICAÇÃO LGBT


Depois do ano de 2011 dedicado aos estudos de gênero, sexualidade e Teoria Queer, é com grande satisfação que daremos início às nossas atividades de extensão neste mês de Maio. 

Nosso curso acontecerá em parceria com o Grupo Ninho de Teatro, que nos abrigará em sua sede nas tardes dos dias 07 a12.

Curso: de 07 a 12 de Maio de 2012
Inscrições abertas até dia: 27 de abril de 2012
Email para envio de inscriçãoalexandrenunes@cariri.ufc.br
(Nome, email, telefone, vínculo institucional e justificativa em até 5 linhas da sua participação)
Inscrições grátis com certificado pela UFC
25 vagas
Local: Espaço Casa Ninho / Crato - Ceará

Módulos:
UNIDADE I (4hs/a) – Movimento homossexual; movimento LGBT e as Políticas Queer.
UNIDADE II (4hs/a) – Orientação Sexual e/ou Identidades de Gênero: problematizando as denominações
UNIDADE III (4 hs/a) – Direitos Civis na mídia: o casamento gay, a família homoparental e as vivências não-heteronormativas nos meios de comunicação.
UNIDADE IV (4hs/a) – Pós-Identidades: o queer e o debate contemporâneo
UNIDADE V (6hs/a) – Mídia e LGBTs: a ética do jornalismo e a visibilidade da diferença.

GEMI é o Grupo de Estudos em Gênero e Mídia vinculado ao Curso de Jornalismo da UFC / Cariri.

domingo, 4 de março de 2012

8 de Março - Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher acontece todo ano em 8 de março com o objetivo de celebrar o respeito, a gratidão e o amor para com as mulheres, bem como, lembrar de sua importância nas conquistas econômicas, políticas e sociais.

No entanto, a realidade é que não vivemos em um mundo perfeito, e as  mulheres ainda sofrem para aceitar a si próprias.  Muitas meninas em todo o mundo lutam para aceitar a si mesmas, não se sentindo bonitas e confortáves com a sua aparência, tornando-se reféns da ditadura da mídia. 


Como resultado disso, sofrem com a falta de autoconfiança, resultando em desrespeito aos seus corpos, transtornos alimentares ou problemas de saúde mental. 

Desse modo, as meninas não devem se sentir inúteis ou sentir medo de ter padrões diferenciados dos propagados pela mídia.


Nesse contexto, o tema da campanha do Dia Internacional da Mulher 2012 é"Meninas Conectadas, Inspirando o Mundo".


Assim em 8 de março de 2012, as Mulheres de todas as idades vão estar postando uma foto em seu perfil nas redes sociais sem o uso de maquiagem, para dar esperança e inspirar as mulheres em todos os lugares do Mundo para entrar em contato com a sua beleza natural. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Grande Evento...

Reveja suas/seus colegas e amigas/amigos...

Marque em sua agenda
e participe do Encontro de ex alunas(os) 
do curso de Economia Doméstica da UFC

Data: 24/março/2012 (sábado)
Hora: 17h00min-20h00min
Local: Fortaleza-CE

Aguarde mais detalhes
no blog www.nordesteeconomistadomestico.blogspot.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Congresso

VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero
 01.08.2012 a 03.08.2012
 Universidade Federal da Bahia – Salvador-BA


A diretoria da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) divulgou a primeira versão da programação, as ementas dos eixos temáticos e a composição da comissão científica do VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da ABEH, que será realizado nos dias 1º, 2 e 3 de agosto de 2012, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Bahia Brasil.
O tema do evento é Memórias, rumos e perspectivas dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero. As pessoas interessadas em apresentar trabalhos no congresso deverão enviar os resumos das propostas diretamente para os eixos, através do site www.abeh.ufba.br (novas informações serão postadas nowww.abeh.org.br ). A submissão deverá ocorrer de 1º de fevereiro a 31 de março de 2012. Confira a programação, as ementas do eixos e quem faz parte da comissão científica.
PROGRAMA GERAL
1º de agosto de 2012
15h - Credenciamento
17h - Abertura oficial
18h às 20h – Mesa 1 – Apontamentos críticos sobre os estudos da diversidade sexual e de gênero
Conferência de Jack Halberstam (Estados Unidos - confirmado)
20h – Lançamento de livros, programação cultural e confraternização
2 de agosto de 2012
8h30 às 12h – Mesa 2 – Dos pioneiros aos dias atuais: a trajetória e desafios dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero no Brasil
Participantes confirmados: Sérgio Carrara (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Mário Lugarinho (Universidade de São Paulo), Tânia Swain (Universidade de Brasília) e Berenice Bento (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
14h às 16h - Apresentação de trabalhos
16h - Intervalo
16h30 às 18h30 - Apresentação de trabalhos
18h30 às 19h – Apresentação cultural
19h às 21h30 - Mesa 3 – Uma avaliação dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero na América Latina hoje
Participantes confirmados: Mauro Cabral (Argentina) e Antônio Marquet (México) e Guilherme Almeida (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
22h – Programação cultural
3 de agosto de 2012
8h30 às 12h – Mesa 4 – Estudos e políticas para a diversidade sexual e de gênero: colaborações e tensões
Participantes confirmados: Ana Cristina Santos (Universidade de Coimbra – Portugal), Elisabeth Vasquez (Movimento Trans do Equador), Rafael de la Dehasa (Universidade de Nova York – Estados Unidos) e Luiz Mello (Universidade Federal de Goiás).
14h às 16h - Apresentação de trabalhos
16h - Intervalo
16h30 às 18h30 - Apresentação de trabalhos
19h – Assembleia geral da Abeh e eleição de nova diretoria
21h – Programação cultural e confraternização de encerramento
Eixos temáticos
Artes
Aceita trabalhos que discutam tradição e contemporaneidade na representação do homoerotismo; poéticas e estéticas, corporalidades e sexualidades no cinema, dramaturgia, dança, encenação, artes visuais, performance, moda e intervenção urbana.

Comunicação
Aceita trabalhos que tratem das relações entre as variadas mídias - televisão, jornais, revistas, rádio, cinema e internet - e a diversidade sexual e de gênero, e como essas mídias têm marcado posições de sujeitos a partir de categorias de diferenciação e da intersecção entre gênero, sexualidade, raça/cor e outros marcadores sociais. Também contempla trabalhos que abordem as relações entre os movimentos sociais, as políticas identitárias e/ou pós-identitárias e a comunicação.

Educação
Acolhe trabalhos que discutam as questões de diversidade sexual e de pluralidade de expressões de gênero na sua relação com processos pedagógicos de múltiplos tipos, em particular as pedagogias de produção das masculinidades e das feminilidades, assim como as pedagogias de produção dos corpos e das sexualidades. Estimula-se que os trabalhos tomem como temáticas as memórias, os rumos, as tensões e as perspectivas dos movimentos LGBT, das instituições escolares, dos produtos da mídia, das políticas públicas e das instituições de formação de professores e professoras. A interface destes temas com outros movimentos sociais que tomem como questão política as relações de gênero e a(s) sexualidade(s), no Brasil ou no cenário internacional, também fazem parte do escopo deste eixo.

Histórias, sociabilidades e etnografias
Reúne trabalhos que reflitam como as práticas e representações sobre as sexualidades, os corpos e as relações de gênero são vivenciadas nos processos históricos, contingentes, estruturais e estruturantes. É considerado de especial interesse o debate sobre interseccionalidades e articulações entre gênero, raça/etnia, sexualidade, quer seja na perspectiva local, quer seja nos processos migratórios, quer seja no mercado do sexo.

Literatura

Acolhe a história da literatura gay no Brasil. Retratos da ficção e da poesia nos tempos modernos e na atualidade sobre as identidades gays em histórias, memórias e recepções. Estudos críticos e teóricos que permitam aferir os paradigmas e as desconstruções entre o estético e os contextos regentes. Expressões homoculturais latino-americanas, estadunidenses, na Europa e na região anglo-saxã em textualidades do literário: diálogos, representações e a cultura queer.

Políticas: convergências/dissidências/encaixes/desencaixes
Busca tematizar e problematizar dois grandes conjuntos de processos e questões. O primeiro diz respeito às múltiplas interseções entre Estado, corpo, identidade e constituição de sujeitos políticos, cobrindo aspectos tais como: regulação/disciplinamento Vs. liberdade/autonomia; políticas identitárias/identidades políticas e governo das diferenças e políticas de gestão da vida; políticas sexuais como globalidades e localidades; políticas para além do Estado (ou seja, para além das leis e das instituições formais), estados de exceção, bem como formações hegemônicas e antagonismos plurais contemporâneos. O segundo conjunto se refere ao avesso das políticas sexuais, ou seja, o âmbito das tensões que se desenrolam no interior das fronteiras da própria política sexual. Esse segundo eixo deve cobrir temas como: os desencontros e conflitos entre pautas identitárias, divergências epistemológicas, adesão e dissidência frente a formação dos discursos políticos (científicos e/ou governamentais) acerca das sexualidades ou mesmo re-definições nos terrenos da ética, do reconhecimento ou mesmo da inteligibilidade a partir das prescrições das sexualidades e dos gêneros e suas contestações.

Religiões

Busca discutir as religiões e as suas relações com a diversidade sexual e o gênero desde uma perspectiva interdisciplinar e interreligiosa, através de pesquisas que investiguem de que forma os discursos e práticas religiosas das instituições religiosas atuam na compreensão e configuração das identidades e papéis sexuais e de gênero, bem como a relação entre essas questões e o fenômeno religioso vivido na realidade brasileira de forma mais ampla. Encoraja-se a inscrição de trabalhos de tradições religiosas não-cristãs, bem como estudos que reflitam sobre práticas religiosas construídas a partir de práticas não-heteronormativas.

Saúde
Acolhe trabalhos sobre saúde, cidadania e direitos sexuais de LGBTTTI. Políticas públicas e acesso ao sistema de saúde. Vulnerabilidades, formas de discriminação, violência e modos de vida de LGBTTTI. Corpos, prazeres, subjetividades e o problema da medicalização da vida.

Subjetividades
Acolhe trabalhos que explorem articulações entre os registros do sujeito e da sexualidade, tendo como foco as formas da experiência subjetiva na contemporaneidade e a investigação das suas condições de possibilidade e dos seus limites, em especial na medida em que tal investigação coloque em questão modelos hegemônicos de codificação e normatização das relações entre sujeito, sexo e verdade. Serão priorizados trabalhos que tomem como ponto de partida experiências da diversidade sexual vinculadas à realidade brasileira e suas condições sócio-históricas.

Direitos
Acolhe trabalhos no campo jurídico e das ciências sociais e antropologia que tragam reflexões sobre reconhecimento e distribuição de direitos, estratégias alternativas do alcance dos mesmos em relação à articulação entre movimentos sociais e Estado, bem como estudos e/ou relatos de experiências de instituições ligadas à efetivação de direitos sexuais como, por exemplo, os centros de referência em diretos humanos voltados à LGBT, entre outras iniciativas.